
Idas, vindas e títulos: Bolívar enfrenta maior turbulência em oito anos de Inter
clicEsportes relembra os principais momentos da trajetória do GeneralCom dois títulos da Copa Libertadores — o segundo como capitão — e um da Sul-Americana, Bolívar é um dos zagueiros mais vitoriosos da história colorada. No entanto, 2011 vem sendo um dos piores anos do defensor, contestado por grande parte da torcida e tratado como assunto interno entre dirigentes. Não se sabe se deixará o time titular, ou até mesmo o clube. O fato é que este é um dos momentos mais turbulentos de uma história que já dura cerca de oito anos.
Bolívar não é o nome do capitão do Inter, que se chama Fabian Guedes. O apelido é uma referência ao nome do pai, ex-jogador do Grêmio. Revelado pelo Guarani-VA, ele chegou a tentar a sorte no Olímpico ainda garoto. Mas não conseguiu chegar aos profissionais e voltou ao time de Venâncio Aires, onde foi buscado pelos dirigentes colorados. Ali começava uma história vitoriosa que o clicEsportes relembra os principais momentos:
2003: fratura no pé prejudica afirmaçãoApesar de ser zagueiro de origem, Bolívar chegou ao Beira-Rio para assumir a lateral-direita colorada. Empolgou na estreia pelo Inter, goleada por 3 a 0 sobre o Figueirense no Beira-Rio, participando das jogadas de dois gols. Uma delas, um belo cruzamento para o centroavante Jéfferson Feijão.
Ainda em julho, no entanto, Bolívar sofreria uma lesão que o impediria de se firmar no Inter. No jogo contra o São Caetano, ele fraturou o pé direito em lance sem bola. Sozinho. Precisou ser submetido a duas cirurgias, o que o impediu de dar sequência ao bom momento que começava a viver no Beira-Rio.
2004/2005: promessa não confirmadaTotalmente recuperado, Bolívar iniciava 2004 buscando um lugar no time titular. E saiu em vantagem: ainda durante a pré-temporada, ele e Chiquinho foram confirmados pelo técnico Lori Sandri nas alas do Inter. Ao longo do ano, com a versatilidade de Gavilán — o volante também atuava na lateral-direita —, precisou defender a titularidade.
O meia Élder Granja foi deixando sua posição original e se destacando na lateral-direita. Bolívar ia perdendo espaço. Até que em 2005 Índio sofreu uma lesão grave durante jogo com o Rosario Central pela Copa Sul-Americana. Era a deixa para que começasse a aparecer um dos zagueiros mais vitoriosos da história colorada.
Em 2006, Bolívar chegou ao auge da carreira. Fixado na zaga, desbancou do time titular Índio, que voltava da lesão. Mesmo ao lado de um zagueiro consagrado como Fabiano Eller, foi o principal expoente do setor defensivo colorado na campanha da primeira conquista da América. Disputou as 14 partidas. Pelas atuações no título, recebeu o apelido de "General". Ao término da competição, foi negociado com o Mônaco, da França.
Em agosto de 2006, se apresentou ao clube europeu. Na temporada 2006/2007, foi titular em 34 das 38 rodadas do Campeonato Francês, no qual o time ficou em nono lugar. Na competição de 2007/2008, jogou em 22 das 38 partidas. Em outubro de 2007, foi para a reserva, só recuperando a posição em janeiro. Se no Inter marcou seu nome, na Europa não conseguiu apresentar o mesmo futebol. Ao final da temporada, pediu para ser liberado e retornou ao Beira-Rio.
2008: mais títulos na volta à lateralEm meados de 2008, Bolívar voltou ao Beira-Rio por empréstimo. Em sua segunda passagem pelo clube, o técnico Tite o colocou novamente na lateral-direita. Mesmo que a posição não fosse a sua preferida, o jogador foi peça importante na conquista da Copa Sul-Americana. Ao lado de Marcão, foi quem mais atuou no título inédito: 10 vezes.
Bolívar iniciou 2009 ainda na lateral. Apesar de não esconder que gostaria de voltar à zaga, se dispôs a seguir ajudando Tite e seu grupo jogando pelo lado do campo. Mesmo improvisado, auxiliou o time no título do Gauchão e no da Suruga Bank. Permaneceu na posição até agosto, quando o técnico o recolocou em sua posição de origem.
O ano de 2010 confirmou uma das principais virtudes de Bolívar: a ascendência sobre o grupo de jogadores. Após Celso Roth entrar no lugar de Jorge Fossati, o zagueiro se tornou o novo capitão do time, em consequência de sua liderança. Ostentando a braçadeira, teve a honra de receber das mãos de Pelé a taça da Libertadores.
Se a metade de 2010 reservou ao atleta a oportunidade de ser o capitão no bi da América, o final da temporada poderia colocá-lo ao lado de Fernandão que, além do título continental, foi o responsável por erguer a taça do Mundial em 2006. Antes da competição, o camisa 2 admitiu que já havia imaginado a cena. No entanto, o Mazembe apareceu no caminho e terminou com o sonho do zagueiro.
2011: o declínioSe os anos anteriores foram marcados pelos títulos, 2011 tem se mostrado mais complicado para Bolívar. Ele não perdeu o hábito de levantar troféus. Nesta temporada, já foram o Gauchão e a Recopa. No entanto, suas atuações não são mais tão seguras. O jogador é um dos mais contestados pela torcida e a imprensa.
A situação incômoda chegou ao auge após o empate com o Santos na última semana. Bolívar até marcou um gol e sofreu um pênalti na partida que terminou em 3 a 3 no Beira-Rio. Porém, no campo defensivo, foi considerado o responsável pelo time entregar uma vitória considerada certa (o Inter vencia por 3 a 0 até os 30 minutos da segunda etapa).
A paciência dos torcedores terminou. Colorados criaram um site com o nome "Fora, Bolívar". Pelo Twitter, outros lançaram a expressão "eu bolivei", em referência aos erros do zagueiro. Para completar, na sexta-feira, o Bolívar pai declarou ao apresentador Sérgio Boaz, no programa "Show dos Esportes", da Rádio Gaúcha, que, na sua opinião, o "ciclo do filho no Beira-Rio estava encerrado".
No empate em 1 a 1 contra o Ceará, no último domingo, em Fortaleza, Bolívar não atuou por estar suspenso. No entanto, uma situação até então impensada começa a tomar corpo. Com condições de enfrentar o América-MG no Beira-Rio nesta quarta-feira, ele pode ficar no banco.
Parece ser o fim de uma história. Ou o início de mais uma volta por cima.
Gringo decisivo: números do Inter despencam sem D'Alessandro em campo
Argentino está de volta após lesão; confira vídeo com o primeiro treino com bola do meiaUma notícia para comemorar. D'Alessandro está de volta. Afastado desde a final da Recopa por um estiramento muscular, o argentino é presença certa contra o América-MG, na quarta-feira. Mais do que sua técnica e habilidade, os números ampliam a importância desse retorno ao time de Dorival Júnior. Sem D'Alessandro, o Inter costuma penar no Brasileirão.
O jogador esteve ausente em seis partidas. O Inter só venceu uma delas. O aproveitamento nesses jogos é quase de zona de rebaixamento: 38,8%. Com o argentino, o panorama muda. E para melhor. Atuou em 15 partidas no Brasileirão, marcou quatro gols e ajudaria o time a subir aos 48,8% de aproveitamento. O percentual levaria o Inter à oitava colocação. No geral, com e sem D'Alessandro, o aproveitamento fecha abaixo, em 46%, ou a 10ª colocação.
O histórico recente também é emblemático. Nos últimos três jogos sem D'Alessandro, foram dois empates e uma derrota. Perdeu o clássico 388 no Estádio Olímpico, deixou uma vitória certa escapar no empate de 3 a 3 com o Santos e, neste domingo, saiu atrás no placar, mas igualou em 1 a 1 com o Ceará.
No treino desta segunda-feira, para os que não viajaram a Fortaleza, D'Alessandro fez de tudo. Correu, driblou, chutou, gritou. Pedia a bola como se fosse uma criança em um jogo de várzea. Estava a fim. Marcou pelo menos cinco gols no trabalho técnico, comandado pelos auxiliares André Döring e Lucas Silvestre. Não houve sinal de dor. Apenas a certeza de que D'Alessandro está de volta. Os torcedores agradecem.
O Inter deve entrar em campo diante do América-MG com: Muriel; Nei, Bolívar (Rodrigo Moledo), Juan e Kleber; Elton, Guiñazu, Oscar e D'Alessandro; Ilsinho (Jô) e Leandro Damião. Dorival comandará apenas um treino antes de enfrentar o América-MG. Será nesta terça, às 16h.
Em alta no Inter, Elton recebe atenção especial com treino específico
Volante trabalhou proteção de bola e saída de jogoElton está em alta. Um dos garotos lançados por Osmar Loss na Copa Audi, o volante aproveitou a chance e se firmou como um dos guardiões da zaga colorada no Brasileirão. Tratado como um talento com grande potencial no clube, o jogador de 21 anos vem recebendo cuidados especiais. Ao final do treino da última segunda-feira, foi o último a sair do campo. Ficou trabalhando fundamentos importantes para a função.
Como companheiros na atividade, apenas os auxiliares André Döring e Lucas Silvestre. Enquanto um lançava a bola, o outro exercia marcação sob pressão no volante, que precisava se desvencilhar do oponente com um giro rápido e já acionar os atacantes.
Segundo Silvestre, a ideia é melhorar a virada de corpo de Elton. Assim, o jogador consegue se livrar do marcador com o giro e sair jogando quase ao mesmo tempo. Ganha todo mundo. O próprio Elton e os jogadores de ataque, com a bola mais veloz à frente.
— O domínio de bola dele é ótimo. Se aprimorar a virada, vai melhorar 80% a saída de jogo — avalia Silvestre. — Tem que dominar já saindo para o jogo.
Além da preocupação em campo, o Inter já se movimentou para valorizar o guri fora dos gramados. O clube acertou a prorrogação do contrato do volante até dezembro de 2014. Elton chegou ao Inter B pelo RS Futebol, de Alvorada, hoje Pedra Branca, em 2009. O garoto não atuou contra o Ceará, pois estava suspenso. Volta normalmente ao posto de titular diante do América-MG, na quarta-feira, no Beira-Rio.
Os trabalhos específicos não param em Elton. Os jovens zagueiros Romário, Juan e Rodrigo Moledo também já treinaram em separado posicionamento na bola aérea.
Recuperado, D'Alessandro treina com bola e vira reforço contra o América-MG
Sem o meia, Inter não venceu os últimos três jogosO torcedor colorado que for ao Beira-Rio no feriado de 7 de setembro tem uma atração garantida. D'Alessandro está de volta. Depois de sofrer um estiramento muscular na final da Recopa e ficar 10 dias longe dos treinos, o argentino trabalhou com bola na tarde fria desta segunda-feira no Beira-Rio e deve reforçar o time titular de Dorival Júnior na quarta-feira, diante do América-MG, às 16h.
D'Alessandro participou intensamente das atividades comandas pelo auxiliares Lucas Silvestre e André Döring, destinadas aos atletas que não fizeram parte do grupo que foi a Fortaleza e empatou com o Ceará no domingo. No treino técnico, marcou belos gols, movimentou-se por todo o espaço e não se cansou em pedir a bola aos companheiros a todo o momento. Ao final dos trabalhos, procurou o coordenador de preparação física, Élio Carraveta. Problemas? Nada. Apenas foi comunicar que está 100% e louco para entrar em campo.
— Ele está pronto — confirmou Carraveta.
Sem D'Alessandro, o Inter patinou nas últimas três rodadas. Perdeu o clássico Gre-Nal 388 no Estádio Olímpico, deixou uma vitória certa escapar no empate de 3 a 3 com o Santos e, nesse domingo, saiu atrás no placar, mas igualou em 1 a 1 com o Ceará.
Além de D'Alessandro, outros titulares, como Índio, Bolívar e Elton, suspensos da última rodada, treinaram no campo suplementar. Dos três,apenas o volante tem retorno garantido. Dorival mantém uma indefinição na zaga. Índio tem mais dois jogos a cumprir. Já Bolívar pode ficar no banco de reservas, com Rodrigo Moledo permanecendo entre os 11 ao lado de Juan.
No ataque, Leandro Damião, que marcou o gol da vitória do Brasil sobre Gana nesta segunda-feira, retorna ao time. Jô e Ilsinho disputam a posição ao lado do artilheiro. Zé Roberto, que se recupera de pubalgia, está realizando fisioterapia. Em mais alguns dias, estará à disposição do treinador.
O Inter deve entrar em campo com Muriel; Nei, Bolívar (Rodrigo Moledo), Juan e Kleber; Elton, Guiñazu, Oscar e D'Alessandro; Ilsinho (Jô) e Leandro Damião.
A delegação chega no fim da tarde desta segunda de Fortaleza. Dorival comandará apenas um treino antes de enfrentar o América-MG. Será nesta terça, às 16h.
Próximos jogos:
07/09 - Inter x América-MG
11/09 - Palmeiras x Inter
18/09 - Inter x Coritiba